1º Seminário Internacional do Coletivo Marta (2024)

O 1º Seminário Internacional do Coletivo Marta: Mídia e diversidade no esporte ocorreu entre os dias 23 a 25 de setembro de 2024, na Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas (Fafich), da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). O evento deu prosseguimento a iniciativas anteriores do Coletivo Marta (Grupo de Pesquisa em Comunicação e Culturas Esportivas) que, desde 2019, vem organizando, sozinho ou em parceria com outros grupos, encontros voltados para discussões sobre Comunicação e Esporte. A programação contou com a presença de atletas, profissionais do mercado de comunicação esportiva, pesquisadoras/es, representantes de coletivos e movimentos de torcedoras/es, estudantes de graduação e pós-graduação nas áreas da Comunicação, Educação Física, História, Letras, Sociologia, entre outras. O evento teve palestras, mesas redondas e GTs temáticos.

O seminário teve a participação de pesquisadoras e pesquisadores de destaque, como Silvana Goellner, professora aposentada da UFRGS e atualmente professora visitante na UFPel, uma das principais pesquisadoras brasileiras sobre esporte e gênero, com vasta produção acadêmica na área e engajada em ações ativistas em defesa do futebol de mulheres; e Kim Toffoletti, professora associada da Deakin University, na Austrália, uma liderança acadêmica importante no estudo das mulheres e esporte, tendo sido pioneira ao pesquisar redes sociais no campo da sociologia do esporte e ao adotar perspectivas transnacionais e feministas para compreender os desafios emergentes da crescente visibilidade às modalidades esportivas femininas.

Esses encontros possibilitaram a ampliação de redes acadêmicas e a troca de experiências entre diferentes perspectivas teóricas e metodológicas.

O objetivo do evento foi fomentar o debate sobre esporte e diversidade, particularmente com foco no papel da mídia esportiva em um cenário em transformação, mas ainda altamente excludente. Entendemos que, apesar de o esporte ainda ser um ambiente sexista, LGBTfóbico, capacitista e racista, tivemos mudanças significativas nos últimos anos. O futebol de mulheres, por exemplo, ganhou alguns investimentos estruturais e visibilidade midiática, ainda que muito inferiores aos dos homens e muito concentrados no Sudeste e em São Paulo, em particular. Mais mulheres têm sido contratadas pelas emissoras de televisão, sobretudo, para atuarem no jornalismo esportivo, ainda que tenhamos pouca diversidade em termos raciais, geográficos e corporais. As sexualidades não normativas, apesar de ainda estigmatizadas no âmbito esportivo, têm sido tematizadas no contexto das modalidades de mulheres, nos campeonatos amadores voltados para o público LGBTQIA+ e em produtos como o podcast “Nos armários dos vestiários”, do Globo Esporte, que repercutiu em 2022. Diante desse cenário, a pergunta que motivou o evento foi: Como pode a mídia contribuir para aumentar a diversidade no âmbito esportivo?

Assim, o encontro constituiu-se como um importante espaço para a produção e circulação de conhecimento científico, contribuindo para o fortalecimento do debate sobre a representação midiática do esporte e os desafios relacionados à diversidade e inclusão.

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